sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Cruzeiros

      Viajei de navio algumas vezes... A maioria dos cruzeiros são inesquecíveis! Comi muito... não necessariamente comida gostosa. Principalmente as sobremesas... Há muita oferta de comida e eu enjôo, é sabido que quando estamos de estômago vazio enjoamos mais, para evitá-los, sempre como mais que o habitual. Os jantares à noite são mais requintados e os pratos geralmente são mais saborosos. Estou falando de maneira geral. Cada viagem que fiz, optei hora por almoçar\jantar no restaurante mais refinado, hora por comer  no 24horas mais simples (meio fast- food).  Dependia das atividades ofertadas.
          Estive lembrando da nossa viagem pro Alaska. Foram muitas emoções e descobertas... Pegamos o navio em Vancouver e partimos em direção ao Alasca. Visitamos lugares maravilhosos e pitorescos. Passei por geleiras, glaciais, Fijord... Visitamos  Juneau,  Ketchikan, Skagway, glacier Bay National Park e Hubbard Glacier. Ketchikan  foi a primeira cidade que visitamos. Ela é considerada  a cidade do salmon, Foi a cidade da qual mais gostei. 
         Existe uma cidade no Alasca onde se encontram memórias e sons do passado; “onde os gritos do "ouro no Yukon" ainda ecoam das paredes do desfiladeiro íngreme, onde os sons de pianos bar e multidões boomtown ressoam na noite”. Onde dançarinas de cabaré nos saúdam das janelas, um lugar repleto de   esculturas  de cera que retratam uma época de  avidez e sonhos em busca do ouro. Esse lugar se chama Skagway. Na cidade,  moram e trabalham funcionários das companhias de viagens, é uma cidade cênica. Juneau é a capital do Allaska. Mas não se parece nem de longe com uma capital de um Estado dos EUA. É uma cidade  pequena com cerca de 30.000 habitantes. Desembarcamos em Anchorage a maior cidade do Alasca e aí permanecemos por mais 7 dias.  A maioria dos cruzeiros são memoráveis mas sem dúvida essa foi  uma das melhores viagens que já fiz. 
          Anoitecia de madrugada... estava tão claro que precisávamos fechar a cortina pra dormir. Durante o dia, fazia seis graus e as crianças brincavam de camiseta e short, como se estivessem brincando na praia de Ipanema. Lembrei do meu irmão que sempre diz que frio é psicológico!rsrsr Alugamos um carro e sem o menor planejamento saímos pela rodovia a procura de aventura! Fomos parar numa mina de ouro abandonada. Nas andanças, vi bichos como ursos, baleias, focas  leões marinhos, raposas do ártico, entre outros que até então havia visto em  programas no Discovery. Me senti numa expedição do National Geographic! Uma das coisas mais inusitadas que vi foram os bigodes. Alguns bigodes pareciam obras de artes esculpidas em faces gorduchas e rosadas. O mais interessante era que quase todos os bigodudos eram carecas. Naquele ano Achorage sediava o  9º Campeonato Mundial de Barba e Bigode. Foi meio surreal.  Mas  voltando a falar de cruzeiros, vasculhando minhas fotos, achei algumas esculturas de alimentos bem interessantes... Segue abaixo algumas fotos das iguarias  servidas no navio um vídeo...

   

   

   

   




segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Almoço em família

          Hoje fizemos um almoço de domingo aqui em casa com minha família e amigos. Éramos quinze à mesa.  Fiquei muito feliz em receber meu querido amigo Alan, pois havia alguns meses que eu não o via. Gosto de ver meu pai comer, ele é muito  expressivo. Gosto de gente que sente prazer em comer e come com o corpo. Sua face se transfigura numa mescla de prazer e descoberta. Não sei se vocês também gostam de observar as pessoas à mesa. Algumas pessoas comem de forma sensual, outras demonstram uma certa ansiedade, fazem caretas, outras ainda ciscam o prato , separando os alimentos  e comendo-os separadamente e tem as que fazem mexido  de  tudo. Mesclam os sabores e refazem de certa forma os pratos.  Em conversa à mesa, minha  família sempre comenta que fica difícil escolher o que comer, tamanha a variedade que faço.  Como é um enorme prazer cozinhar, rio de satisfação,  pois  para mim, difícil é fazer um prato só.  Se deixar cozinho até de madrugada. Entre outros pratos fiz   um arroz( jambalaia) que a Marlene de Montreal me ensinou  e uma sobremesa  de origem indiana. Criação minha! Meu  marido tem origem indiana e descobri os prazeres dos sabores da culinária indiana através do meu sogro. Aprendi muito! Assim  tento mesclar sabores mineiros aos sabores que já tive oportunidade de experimentar.

          Abaixo posto uma foto da sobremesa desse domingo: Creme lassi, com  cardamomo e  lascas de manga e frutas glaçadas. Aproveitei alguns discos de chocolate meio amargo que  havia usado na véspera para decorar a  sobremesa.  Deu um toque ocidental ao sabor do oriente.  Ficou levemente  picante e aromático.

          A tia Silvinha comentou que meus doces podem ser comidos em grande quantidade, pois adiciono pouco açúcar. Nesse quesito, não acompanho a culinária mineira que tanto estimo e valorizo. Os doces mineiros geralmente são bem doces. Tento fazê-los com menos açúcar possível.



Meu irmão e a Sílvia disputam pra ver quem raspa a tigela! rsrsrs

Para quem não conhece as sementes de cardamomo.

Esses foram enviados pelo meu primo que mora nos EUA.

          Segue abaixo a receita de arroz que a Marlene nos ofereceu num almoço em Montreal. Ela serviu com salada de folhas verdes com um molho de aceto balsâmico, mel e morangos, de sobremesa ela fez o melhor creme Brullé que já comi( bate todos os que comi em Paris). No fundo do ramequin ela colocou alguns mirtilos . Adoro doces cremosos que tem algumas notas ácidas ao fundo.

          Esta receita é um clássico da cozinha Créole. Jambalaya é uma palavra muito usada na música e na culinária. Na cozinha ela abrange uma gama de receitas com arroz e variados tipos de carne, tudo muito temperado e picante. A palavra é de origem seminnole( grupos indígenas que viviam na America do Norte) e significa festa.

Receita - Jambalaia

Recomendo separar todos os ingredientes  antes de começar a preparar o prato, lavar  picar os legumes e  as carnes.

Ingredientes:

350 g de arroz
200g de frango
200 g de presunto defumado ou bacon  ou chouriço
200 g de camarão ( pequeno) 100g do grande (opcional)
200 g de lingüiça defumada
100 g   de manteiga
4 dentes de alho
1 \2 pimentão verde
1\2 pimentão vermelho
1 cebola
 2 talos de salsão picado
 2 tomates maduros
2 folhas de louro
 1 \2 c chá de tomilho
2 colheres (sopa) de extrato de tomate
 600 ml de caldo de galinha
1 copo de vinho branco seco
Salsa picada
sal e pimenta a gosto
1 pitada de cravo em pó


Modo de Preparo:


Mistura de especiarias:  ½ colher de chá pimenta, alho esmagado,   ½ colher de chá de tomilho finamente picado ou uma pitada de herbes de Provence e o cravo.  Soque em um pilão para obter uma pasta lisa

Descasque os camarões crus e afervente-os. Reserve os maiores para  a decoração.  Esquente o óleo em uma panela e frite levemente a lingüiça.  Tempere o frango cortado em cubinhos e refogue. Reserve. Frite a cebola na metade da manteiga sem deixar dourar. Junte a mistura de especiarias e em seguida o arroz, refogue um pouco. Junte o salsão, pimentões e os tomates sem pele nem sementes. À parte, misture o caldo com o extrato de tomate e  junte ao arroz . Acerte o sal e a pimenta. Junte o caldo, mexa  e deixe cozinhar em fogo brando.  Junte a mistura de lingüiça, presunto e frango que estava reservada.  Verifique a consistência do arroz que deve ser al dente. Quando estiver quase pronto, acrescente o restante da manteiga e o vinho e o camarão. Sirva em seguida. Decore com camarões grandes previamente , aferventados temperados e refogados em azeite .

Obs.:  Algumas pessoas adicionam legumes como  cenoura.